30/nov/2016

Suporte Básico de Vida

Compressões torácicas de alta qualidade são a base da RCP

 

O Suporte Básico de Vida (SBV) compreende um conjunto de ações estruturadas, que, se adotado, pode aumentar a sobrevida das vítimas de parada cardiorrespiratória (PCR). A sequência de SBV pode ser organizada em um algoritmo lógico para facilitar a adesão, confira abaixo:

 

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Os pilares do SBV são as compressões torácicas de alta qualidade e a desfibrilação precoce para os ritmos chocáveis. A sobrevida à Parada Cardiorrespiratória (PCR) depende de um SBV bem executado.

 
 

Compressões e ventilações

 

Realizar compressões torácicas de alta qualidade significa comprimir forte (entre 5 e 6 cm), rápido (entre 100 e 120 compressões por minuto) e permitir o completo retorno do tórax após cada compressão. As diretrizes de 2015 recomendam que profissionais treinados forneçam ventilação ao paciente em uma relação de 2 ventilações para cada 30 compressões (30:2).

 

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As compressões devem ser o mais contínuas possíveis. As interrupções devem se restringir somente aos momentos essenciais como analise de ritmo, aplicação de desfibrilação e ventilação. Para evitar a perda da qualidade da RCP, os socorristas devem se revezar nas compressões, no máximo, a cada 2 minutos. O melhor momento para a troca do responsável pelas compressões é durante a avaliação do ritmo.

 

Linha rosa mostra a PPC durante a RCP Kern (2002) Circulation

Linha rosa mostra a PPC durante a RCP Kern (2002) Circulation

 

As compressões torácicas favorecem o aumento da pressão de perfusão coronariana, que é fundamental para o retorno da circulação espontânea. Interrupções nas compressões faz a PPC reduzir, com consequente piora na mortalidade. Portanto, as compressões devem ser o mais contínuas possíveis, só devendo ser interrompidas em momentos como desfibrilação, ventilação e analise de ritmo.

 

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DEA

 

A maioria das PCRs em via pública são ocasionadas por FV/TV sem pulso. Para esses pacientes a desfibrilação é uma ação decisiva. A utilização de Desfibrilador Externo Automático (DEA) possibilita a realização da desfibrilação em ambientes extra hospitalares e sem a presença de um médico. Quando indicado, o choque deve ser administrado o mais rápido possível. Para isso alguns passos devem ser seguidos assim que houver um diagnóstico de PCR.

 

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  • Acionar o serviço de emergência e solicitar um DEA
  • Manter compressões e ventilações 30:2 até a chegada do DEA
  • Ligar o DEA
  • Aplicar as pás do DEA sobre o tórax do paciente
  • Retomar as compressões até que o DEA inicie a analise de ritmo (o DEA pedirá para afastar)
  • Garantir que ninguém toque o paciente enquanto o DEA analisa o ritmo
  • Retomar as compressões após a analise de ritmo
  • Se o DEA indicar o choque solicite que todos se afastem e aplique o botão para disparar o choque
  • Retomar as compressões até que o DEA solicite para afastar novamente

 
 

Cuidados Gerais

 

Após a chegada do DEA a sequência compressões, ventilações, avaliação de ritmo e choque deve ser mantida até a chegada da equipe de suporte avançado.

Caso o paciente apresente alguma movimentação o socorrista está autorizado a interromper as compressões para checar pulso e respiração. Se o paciente apresentar pulso, mas não estiver respirando, ventilações devem ser administradas na frequência de 10 por minuto.

 

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Esses pacientes devem ser colocados em posição de recuperação – decúbito lateral esquerdo. As pás do DEA devem permanecer no tórax do paciente até que um desfibrilador manual esteja disponível.

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Comentários

  1. ótima informação a PCR/RCP, com o uso do DEA.

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